A Reforma Tributária está trazendo mudanças que vão muito além da substituição de tributos. Para as empresas, a transformação também passa pela forma como vendas, pagamentos, apuração e arrecadação estarão conectados.
Nesse cenário, um dos principais pontos de atenção é o Split Payment, mecanismo que prevê a separação automática da parcela correspondente aos tributos no momento da liquidação de uma operação comercial. Na prática, parte do valor da venda deixa de passar pelo caixa do fornecedor e é direcionada diretamente ao Fisco.
Mas o impacto não é apenas tributário. O Split Payment altera a dinâmica financeira das empresas e exige uma operação mais integrada entre áreas, processos e sistemas.
O que muda para as empresas?
Fluxo de caixa
Com a segregação imediata dos tributos, a empresa passa a receber o valor líquido da operação. Isso muda a disponibilidade de recursos e exige uma revisão das projeções de caixa e da gestão do capital de giro.
Para empresas que dependem do capital de giro, essa mudança merece atenção desde o planejamento.
Mais integração entre áreas e sistemas
O Split Payment conecta diferentes etapas da operação: documento fiscal, pagamento, sistemas financeiros, ERP e estruturas de arrecadação.
Por isso, uma mudança que começa no ambiente tributário também chega ao financeiro, à tecnologia e à operação. Os sistemas precisarão estar preparados para trocar informações e processar os valores corretamente.
Uma mudança gradual
A implementação acontece de forma progressiva. 2026 é marcado por testes e homologações tecnológicas. Em janeiro de 2027, está prevista uma primeira fase prática, inicialmente facultativa e voltada a operações B2B e determinados meios de pagamento. A ampliação para outras operações ocorrerá posteriormente, com implementação plena prevista para 2033.
Isso significa que as empresas têm um período importante para entender os impactos e preparar sua operação.
O Split Payment também é uma questão de tecnologia
O Split Payment muda a forma como uma operação comercial é processada e como o dinheiro chega ao caixa. Por isso, sua implementação exige mais do que adequação tributária: exige processos estruturados, sistemas integrados e uma visão clara dos impactos no negócio.
Para a liderança, o momento é de antecipar essa mudança e entender como ela afeta a operação antes que a obrigatoriedade chegue.
Na Go On, ajudamos empresas a conectar processos, sistemas e informações para transformar desafios de negócio em soluções de tecnologia.
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